Rambo IV

Rambo vê Sarah em meio a um mar de corpos

Rambo vê Sarah em meio a um mar de corpos

Como alguém pode fazer tanto sucesso com personagens descerebrados, estereótipos do bom soldado americano? Sim, essa era a minha opinião sobre Stallone até ontem à noite. Uma visão preconceituosa e infundada. Lógico que já tinha visto algum filme do Rocky ou Rambo, mas nunca tinha percebido o real valor por trás desse cara com o rosto de laranja esmagada e 2m de largura.

Rambo IV foi o filme que agitou a minha terça-feira. Ambiente selvagem, asiáticos mal-encarados, guerra civil, missionários com cara de vou-morrer-logo-de-um-jeito-pavoroso, buracos de balas de 20 cm arrebentando pernas e cabeças. É isso. Aposentado, Rambo caça pithons para sobreviver (beleza de aposentadoria!). Então aparecem alguns missionários estadunidenses querendo ajudar o povo Karen, da Birmânia (Mianmar hoje). Os benfeitores levam apenas bíblias e mantimentos, o que resulta, logicamente, em problemas. Mercenários são contratados para resgatá-los, mas quem vai fazer o trabalho pesado mesmo será ele, o verdadeiro exército de um homem só, Rambo.

A violência extrema a la Jogos Mortais atrai os adoradores de horror, com certeza, mas não é só essa a sua função. Ela chama atenção para a temática da guerra civil, seja na Birmânia ou em tantos outros países que sofrem desse mal, incluindo o Brasil, mas essa é outra história. O negócio é que são cenas de guerra muito realistas e bem feitas.

Como nem tudo são tripas, Rambo mostra ser um humano normal (até por ali), que se preocupa com os outros, que sofre com a dor alheia, que tem dúvidas e todo o lado (chato) emocional da nossa espécie. Sarah (Julie Benz), uma das missionárias, incita essa faceta “do bem”, pois acredita que as coisas podem ser mudadas e a salvação é possível com uma boa conversa. Ainda bem que o ex-boina verde não dá muita bola pra moça e aceita que o destino dele é ser um assassino e não tem jeito.

(Ah, sabe de onde o Sly tirou a Julie? De Dexter! É, o “garanhão italiano” é fã da série e eu também. Breve vou falar sobre.)

Garotos, desculpa se alguma vez os achei bobos por gostarem do Rambo. Garotas, assistam antes de falar qualquer coisa. Eu mordi minha própria língua ontem diante da visão fantástica de um senhor de 60 anos que dirigiu, atuou, em um calor de 45º, rolando ladeiras a baixo e ainda carregando equipamentos! Senhor, dai-me tal vigor! E salve Sly!

“E então, caí de joelhos e lamentei tê-lo ignorado durante tanto tempo e desdenhado do seu poder”.

Luciana Minuzzi sobre Stallone

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