Eu e a Feira: um caso de amor

Eu era uma criança bem estranha. Além da altura anormal pra idade e de braços que eu não sabia controlar, gostava de ficar sozinha e na biblioteca. Pensando bem… Essa descrição ainda cabe hoje em dia. Pois bem, assim como hoje, gostava de escrever nas horas vagas. A diferença é que eu tinha bem mais horas ociosas antigamente. Ficava horas e horas caminhando pela escola, esperando a minha mãe e colocando no papel os sentimentos da época. Sim, eu já sentia e escrevia questões muito profundas como significado da vida e morte. Em meio a isso, algumas historinhas e contos figuravam no meu caderninho de escritos.

Em uma ocasião, tomei coragem e incentivo suficientes para enviar essas palavras e histórias tão minhas para um concurso. Um tempo depois, soube que fui uma das selecionadas para ter as historinhas publicadas no livro resultante do Concurso Crianças do Rio Grande Escrevendo Histórias.

Fotos do livro em que saíram as historinhas:

O concurso ainda existe. Clique aqui e saiba mais.

O Programa “Crianças do Rio Grande Escrevendo Histórias” é a publicação anual de textos e produções artísticas produzidos pelos alunos de Educação Infantil e de Anos/Séries iniciais e finais do Ensino Fundamental da Rede Estadual de Ensino, incluindo a Educação Especial, as Escolas Abertas, os alunos da Fase, os Indígenas, as Classes Multisseriadas e de remanescentes de Quilombos.

Imagem: retirada e adaptada do Facebook oficial da Feira.

Imagem: retirada e adaptada do Facebook oficial da Feira.

Então fomos, a minha mãe, a professora Ângela e eu para Porto Alegre participar de uma programação que incluía autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre. Eu não tinha a dimensão da importância daquele evento todo, mas gostei muito da viagem e as imagens ficaram gravadas pra sempre comigo. Esse sentimento maravilhoso de ver as pessoas interessadas na minha história é inesquecível.

Não era uma época de câmeras digitais acessíveis, então, a única lembrança da época é um recorte de jornal que a professora Marlenir recortou e colocou em um plástico pra nunca estragar.

Fotos do recorte de jornal que guardo com muito amor.

E em 2014…

Eu tinha apenas 12 anos quando tive meu primeiro contato com esse evento imenso que é a Feira do Livro de Porto Alegre. Hoje, 14 anos depois, tive a minha paixão à segunda vista pela Feira. Dessa vez, fui como oficineira, através do curso de Produção Editorial que faço na UFSM. O tema da oficina remete a todos esses anos de escritos na literatura e no jornalismo. Clique aqui para saber mais.

Print da página no site da Feira.

Print da página no site da Feira.

Foi em um nada arrepiante dia das bruxas que oficinei no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo. Foi uma troca muito especial sobre produção textual e narrativa. Os participantes foram muito participativos e atenciosos. Fiquei feliz e agradecida por cada presença.

Sai da oficina e andei pelos estandes pensando em uma Lucianinha que sonhava em voltar e que aquele sentimento não acabasse. Não acabou. Sei que a Feira sempre estará lá para eu aproveitar todas as possibilidades que ela oferece. Como falei para o repórter do G1, na terceira vez, quero voltar para lançar um livro só meu. Vamos ver o que o futuro reserva. 🙂

E, sim, saiu toda essa história resumida no G1.

Print do G1.

Print do G1.

Confiram o texto:

Para a jornalista, oficineira de um curso de produção textual e moradora de Santa Maria Luciana Minuzzi, de 26 anos, o final de semana representou o reencontro com a feira depois de uma passagem marcante, há 16 anos. Na primeira e ultima vez em que esteve no evento literário, em 1998, ela ganhou um concurso para ter um texto incluído em um livro, e teve o privilégio de autografar a obra na como “escritora-mirim”.

“Logo meu primeiro encontro com a feira, ganhei um concurso. Eu tinha só 10 anos, e vim aqui dar autógrafos. E agora volto como oficineira para mostrar o trabalho que desenvolvo com produção textual. Na próxima, espero estar aqui para lançar meu livro”, afirmou ela ao G1.

Como leitora, Luciana diz preferir as “barbadas” dos saldões. “Tem algumas raridades sempre aqui no meio. Tem livros mais antigos, gosto de ter e colecionar. Espero carregar minha mala lotada de livros”, brincou. Além dela, outros santa-marienses que atuam em um curso de produção editorial realizaram atividades ao longo do domingo.

Matéria na íntegra aqui.

Fotos da oficina:

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