Blues feito na Quarta Colônia: Espinha de Peixe

Em 2010, eu ainda trabalhava na Dois Agência de Conteúdo. Lá, pude desenvolver matérias muito gratificantes para o Caderno Quarta Colônia, do Jornal Diário de Santa Maria. Foi incrível estar em contato com os moradores e conhecer mais sobre a região. As matérias eram divertidas de se fazer. Esta abaixo foi feita no calor de um show da banda. Em meio ao show, entrevistei e já rascunhei tudo ali.

Foi veiculada na página 3, da edição de 22 de janeiro de 2010. Quem quiser ler o restante da edição e outros cadernos, acesse aqui.

Update: a banda ainda está na ativa. Pra ouvir um som deles enquanto lê a matéria, é só dar play. 😉

Blues feito na Quarta Colônia

 Por volta do ano de 2003, no interior de Restinga Seca, na região de Várzea do Meio, quatro jovens iniciavam a formação de uma banda. E não era uma banda folclórica germânica ou tradicionalista gaúcha. O som que vinha da Várzea tinha raízes no blues, gênero musical originário dos cânticos entoados pelos escravos no sul dos Estados Unidos no século XIX, e definido musicalmente após a Guerra Fria. Unindo o som do blues ao rock de bandas como AC/DC e Led Zeppelin, estava formada a banda Espinha de Peixe, blues-rock feito na Quarta Colônia.

“A gente queria pôr um nome que desse total descrédito para a banda para o pessoal começar a nos curtir pelo som e não pelo nome”, explica Cezar Gomes, o caçula dos irmãos Gomes. Ele e o irmão Carlos são os fundadores da banda, influenciados pelo irmão mais velho Cristian, que os apresentou ao rock e ao blues. Carlos assumiu a bateria e Cezar, a guitarra. Para aprender a tocar, Cezar iniciou com o amigo Vagner Piovensan, atual contrabaixista da banda, aulas de violão erudito com o Professor Protógenes Sólon de Melo, conhecido professor de música de Restinga Seca.

Depois de um ano de ensaio em um estúdio improvisado na Várzea do Meio, aconteceu o primeiro show da banda, em um encontro de motociclistas, em Restinga Seca. De lá para cá, foram shows em várias cidades da região, principalmente, Santa Maria. Por não sobreviverem apenas da música, tendo trabalhos fora da banda, os integrantes desejam poder ter mais ensaios. Com o passar do tempo, mais membros foram somados. Adriano Taques no teclado e Márcio Pinto fazem participações especiais com a banda, como tecladista e guitarrista, respectivamente. O santa-mariense César Teixeira é o mais novo componente e figura na harmônica da banda.

O solo improvisado é uma das marcas do Blues, consagrada pelo guitarrista T-Bone Walker, e é um dos elementos presentes no repertório da banda, além da experimentação. “O bacana da música e do blues, principalmente por privilegiar o improviso, é beber de várias fontes. O nosso blues não é tradicional de raiz, misturamos elementos de música brasileira, de rock’n’roll e aí sai o nosso blues”, conta Carlos, o irmão do meio.

A Quarta Colônia, além de lar e berço da maior parte dos integrantes da Espinha de Peixe, está presente no seu repertório, como conta o baterista Carlos: “A música é sentimento puro. O ambiente, a localidade que tu vive, tudo influencia, tudo altera as digitais do sujeito, porque a música transpira o sentimento. Tudo isso enriquece a gama de influencias e sai na música.”

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